HOME > BLOG > El Niño e safra 2026/27: impactos e cuidados com o solo 

El Niño e safra 2026/27: impactos e cuidados com o solo 

política de privacidade
Qual é a função do magnésio nas plantas?

A safra 2026/27 começa a ser planejada sob influência do El Niño. O fenômeno já está configurado no Oceano Pacífico e os modelos indicam alta probabilidade de permanência pelo menos até o início de 2027, com possibilidade de atingir forte intensidade entre a primavera e o verão de 2026.

Para o produtor rural, porém, saber que haverá El Niño na safra 2026/27 é apenas o começo. O fenômeno não afeta todas as regiões brasileiras da mesma maneira e não permite prever exatamente quanto choverá em uma propriedade. O mais importante é acompanhar as condições regionais e entender como diferentes cenários de chuva e temperatura podem interferir no manejo do solo e no planejamento da safra.

O que esperar do El Niño na safra 2026/27?

Historicamente, o El Niño está associado a comportamentos distintos de precipitação no Brasil. Segundo o INMET, durante esses episódios há tendência de redução das chuvas e maior ocorrência de períodos de estiagem no Norte, Nordeste e em partes do Centro-Oeste e Sudeste. Já no Sul, o fenômeno costuma favorecer volumes maiores de precipitação.

Para a safra de verão, o cenário merece atenção. Em regiões sujeitas à redução das chuvas, pode haver maior frequência de veranicos durante a primavera e o início do verão, afetando principalmente a implantação e o desenvolvimento inicial de culturas como soja e milho. No Sul, o excesso de precipitação pode provocar encharcamento, dificultar operações com máquinas e interferir no plantio e nos tratos culturais.

Isso não significa, entretanto, que todos esses efeitos necessariamente ocorrerão em todas as áreas. A intensidade e a distribuição dos impactos dependem também de outros fatores climáticos e regionais.

O manejo do solo pode reduzir a vulnerabilidade da lavoura?

O produtor não controla o regime de chuvas, mas pode trabalhar para construir um ambiente de produção menos limitado.

Quando existe risco de períodos com menor disponibilidade hídrica, as condições para o desenvolvimento radicular ganham ainda mais importância. Raízes capazes de explorar melhor o perfil do solo aumentam o volume de solo acessado pela cultura em busca de água e nutrientes.

Por isso, antes da implantação da safra, é importante identificar limitações químicas e físicas que possam restringir o desenvolvimento das raízes.

A análise de solo ajuda a avaliar condições como acidez, saturação por bases, cálcio, magnésio e presença de alumínio, oferecendo informações para orientar o manejo da fertilidade.

Calagem deve ser planejada antes do plantio

Quando a análise indica necessidade de correção da acidez, a calagem deve entrar no planejamento com antecedência.

Esse cuidado ganha relevância porque o calcário não reage instantaneamente após a aplicação. As reações responsáveis pela neutralização da acidez acontecem gradualmente e dependem da presença de água no solo.

Portanto, em um cenário climático que pode apresentar distribuição irregular das chuvas em determinadas regiões, não é adequado esperar uma condição adversa se estabelecer para começar a pensar na correção.

A entressafra pode ser utilizada para realizar diagnóstico, definir a recomendação, organizar a aquisição do corretivo e planejar sua aplicação de acordo com as condições da propriedade.

Excesso de chuva também exige atenção ao solo

O El Niño não representa apenas risco de estiagem. Para áreas do Sul do Brasil, por exemplo, o aumento das precipitações pode resultar em excesso de umidade.

Solos encharcados dificultam o tráfego de máquinas e podem limitar operações agrícolas. Trabalhar o solo em condições inadequadas de umidade também pode favorecer problemas relacionados à compactação.

Por isso, o acompanhamento das condições meteorológicas deve caminhar junto ao planejamento das operações. O calendário agrícola é importante, mas as condições reais do solo precisam ser consideradas antes da entrada de máquinas na área.

El Niño reforça a importância do diagnóstico

Não existe um manejo de solo específico que elimine os riscos associados ao El Niño. Também não existe uma única recomendação válida para todas as propriedades.

O que o cenário climático reforça é a importância de conhecer as limitações da área antes do início da safra.

Análise de solo, histórico de manejo, avaliação das condições físicas, planejamento da calagem e acompanhamento das previsões regionais ajudam o produtor a tomar decisões com mais informação.

Para a safra 2026/27, acompanhar as atualizações oficiais será especialmente importante. Os órgãos responsáveis pelo monitoramento do El Niño destacam que as previsões são atualizadas continuamente à medida que o fenômeno evolui.

Prepare o solo para diferentes cenários

O clima pode mudar ao longo da safra. As condições construídas no solo, por outro lado, começam a ser trabalhadas antes do plantio.

Quando houver necessidade de correção da acidez, a Pirecal oferece soluções em calcário agrícola para contribuir com a correção do solo e o fornecimento de cálcio e magnésio.

Consulte um Engenheiro Agrônomo para avaliar as condições da sua área e definir o manejo adequado para a safra 2026/27. Para acompanhar o cenário climático, consulte as atualizações oficiais do INMET e do Painel El Niño 2026/27.

Veja também

Qual é a função do magnésio nas plantas?

Soja com raiz superficial como identificar as causas e corrigir o problema na base do sistema produtivo

Ler mais
Qual é a função do magnésio nas plantas?

Como identificar se o problema da lavoura é acidez do solo ou deficiência nutricional

Ler mais
Transformamos o solo

Fale com um
especialista Pirecal

E receba apoio de quem entende o campo para potencializar seus resultados, safra após safra.

 

FALE AGORA